Atuação do farmacêutico clínico na prevenção de erros de medicação em unidade de terapia intensiva pediátrica
Palavras-chave:
unidade de terapia intensiva pediátrica, intervenção farmacêutica, segurança do paciente, farmácia clínica, erros de medicaçãoResumo
Introdução: A Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP) assiste a pacientes críticos sob esquemas terapêuticos que envolvem alterações farmacocinéticas, cálculos posológicos individualizados e ajustes de formas farmacêuticas. No contexto hospitalar de elevados custos assistenciais e desafios de sustentabilidade para a saúde suplementar, a atuação do farmacêutico clínico apresenta potencial para contribuir com a segurança do paciente e com a eficiência operacional das instituições. Objetivo: Descrever e analisar o perfil, a aceitabilidade e as causas das intervenções farmacêuticas realizadas em uma unidade de terapia intensiva pediátrica. Métodos: Estudo observacional retrospectivo descritivo baseado em registros das intervenções farmacêuticas registradas no prontuário eletrônico em uma UTIP de hospital filantrópico de grande porte em São Paulo, de perfil particular e de saúde suplementar, entre janeiro e dezembro de 2024. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa institucional. Os problemas relacionados a medicamentos foram classificados pela Pharmaceutical Care Network Europe (PCNE) e os medicamentos pela classificação Anatomical Therapeutic Chemical (ATC). Resultados: Das 23.793 intervenções registradas no hospital, 974 ocorreram na UTIP, resultando em 926 elegíveis para análise. Predominaram problemas relacionados à efetividade do tratamento (44,6%). As principais causas foram conciliação medicamentosa (17,7%), horário de administração ou intervalo de dosagens inadequados (13,7%) e duplicidade (11,4%). A proposta ao prescritor foi a estratégia mais utilizada (78,2%), alcançando taxa de aceitabilidade de 99,8%. Na classificação ATC, destacaram-se fármacos para o sistema nervoso (28,5%) e do trato alimentar e metabolismo (21,4%). Conclusão: Os resultados evidenciam alta taxa de aceitabilidade e ampla atuação do farmacêutico clínico na prevenção de erros de medicação na terapia intensiva pediátrica, com potencial de atuar como estratégia de entrega de valor e contenção de custos evitáveis no cenário da saúde suplementar.
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